No último dia 1º de agosto, o Brasil celebra o Dia do Cordelista, uma data dedicada aos escritores que mantêm viva uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular brasileira. Com versos rimados, narrativas envolventes e uma linguagem simples e acessível, a literatura de cordel atravessa gerações, preservando histórias, tradições e a identidade do povo brasileiro.
Entre os grandes representantes contemporâneos desse gênero está Bráulio Bessa, poeta, cordelista, escritor e palestrante cearense que levou o cordel para milhões de brasileiros por meio da televisão, dos livros e das redes sociais.
Com sua maneira sensível de escrever, Bráulio aproximou uma nova geração da literatura popular, mostrando que o cordel continua atual e capaz de emocionar pessoas de todas as idades.
Suas obras falam sobre esperança, superação, família, respeito, fé e valorização das origens, tornando-se uma das principais referências da literatura de cordel no Brasil contemporâneo.
Se o Nordeste apresenta ao país a riqueza do cordel por meio de nomes como Bráulio Bessa, Taboão da Serra orgulha-se de ser a cidade que acolheu um dos maiores poetas da literatura periférica brasileira: Sérgio Vaz.
Embora não seja cordelista, Sérgio Vaz construiu uma trajetória igualmente marcada pelo compromisso com a palavra e pela valorização da cultura popular. Radicado em Taboão da Serra, tornou-se referência nacional ao fundar, em 2000, a Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), movimento que revelou novos escritores e transformou um simples sarau em um dos maiores movimentos literários das periferias brasileiras.
Enquanto Bráulio Bessa preserva e renova a tradição do cordel nordestino, Sérgio Vaz faz da poesia um retrato da vida nas periferias urbanas, mostrando que a literatura pode nascer em qualquer lugar onde existem pessoas dispostas a contar suas histórias.
Os estilos são diferentes.
As origens também.
Mas ambos compartilham a mesma missão: democratizar a literatura e mostrar que a palavra tem força para transformar vidas.
Em uma época em que a comunicação acontece cada vez mais pelas telas dos celulares, a poesia continua encontrando espaço para emocionar, provocar reflexões e aproximar pessoas.
Neste Dia do Cordelista, a homenagem vai para todos aqueles que mantêm viva a tradição do cordel, mas também para os poetas que, como Sérgio Vaz, fazem da literatura uma ferramenta de inclusão, pertencimento e transformação social.
Afinal, a cultura brasileira é construída justamente por essa diversidade de vozes, sotaques e formas de expressão.
E quando um cordel encontra a poesia da periferia, quem ganha é o leitor.
Entre versos e esperança
Bráulio Bessa costuma dizer que “a poesia é um abraço em forma de palavra”. Já Sérgio Vaz escreveu que “a periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor”.
Cada um em seu estilo, ambos mostram que a literatura continua sendo uma das mais poderosas formas de preservar a memória, fortalecer a identidade cultural e inspirar novas gerações.
Valorizar a cultura também é fazer jornalismo. Por isso, neste Dia do Cordelista, a TV Pirajuçara presta sua homenagem não apenas aos mestres do cordel, mas a todos aqueles que acreditam que uma boa história, um poema ou um simples verso podem mudar a forma como enxergamos o mundo.
Fontes: Biografia de Bráulio Bessa; biografia de Sérgio Vaz; Cooperifa; Museu da Pessoa; Editora Global; Academia Brasileira de Literatura de Cordel.


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