Aos 71 anos morre Carlos Adão, figura emblemática de Taboão da Serra deixa uma história que ultrapassou muros, cidades e gerações.
Taboão da Serra perdeu neste sábado (8) uma de suas figuras mais conhecidas, curiosas e, para muitos, inesquecíveis. Carlos Alberto Adão, o Carlos Adão, morreu aos 71 anos, após sofrer um infarto.
Durante décadas, quem percorreu as ruas de Taboão da Serra, São Paulo e outras cidades brasileiras provavelmente encontrou uma assinatura que parecia estar em todos os lugares: “Carlos Adão”, normalmente escrita em verde sobre fundo preto.
Mais do que uma simples inscrição nos muros, o nome acabou se transformando em uma espécie de personagem da cultura urbana brasileira.
Segundo informações divulgadas pelos nas redes e internet, Carlos Adão sofreu um infarto e não resistiu. ele enfrentava um câncer já a mais de dois anos.
Até a finalização desta matéria, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
UMA MARCA QUE VIROU HISTÓRIA
Formado em Economia, Carlos Adão teve uma trajetória bastante diferente daquela que sua assinatura nas ruas poderia sugerir. Trabalhou no setor bancário, foi empresário e corretor de imóveis e também participou da política, chegando a disputar eleições para deputado estadual e federal.
Mas foi nas ruas que seu nome ganhou notoriedade.
No ano de 2023, Carlos Adão afirmou que já havia reproduzido sua marca mais de 150 mil vezes. Usando uma formula própria, segundo ele, começava com o fundo preto para depois fazer as letras verdes que formavam seu nome.
A definição sobre sua atividade também nunca foi simples. Carlos Adão não se via apenas como pichador ou grafiteiro. Sua trajetória transitou por diferentes conceitos de intervenção e arte urbana, provocando curiosidade, discussões e opiniões divergentes.
Justamente aí esteja uma das particularidades de sua história: era praticamente impossível passar por determinadas regiões da Grande São Paulo sem, em algum momento, encontrar Carlos Adão escrito em algum muro.
O HOMEM POR TRÁS DA ASSINATURA
Nascido em 1954 e criado no Butantã, Carlos Adão construiu ao longo dos anos uma identidade que ultrapassou a própria pessoa. Sua história chegou a ser registrada em reportagens. Mais tarde, também passou a produzir e comercializar telas.
Para Taboão da Serra, fica a lembrança de um personagem que não passou despercebido.
Carlos Adão podia ser admirado, questionado e até odiado, incompreendido. Mas uma coisa dificilmente alguém poderá negar: ele conseguiu transformar o próprio nome em uma das assinaturas mais reconhecíveis da paisagem urbana paulista.
E quando uma pessoa consegue fazer isso, durante décadas, deixa de ser apenas um indivíduo e passa a fazer parte da memória de uma cidade.
Carlos Adão morreu. Mas seu nome, literalmente, ainda está escrito por aí.
Da Redação – TV Pirajuçara
Pesquisa internet: Paco’s Produções
TV Pirajuçara — Só a imagem pode resgatar o tempo.


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